Onde Consultar a Tabela FIPE 2014

Carros, Motos e Caminhões

Chegar a um valor definitivo seja para compra, venda ou avaliação de um automóvel é quase sempre um trabalho impossível de se fazer, mas tampouco se pode negar a “mão na roda” que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (FIPE) deu à partir do momento que resolveu criar a sua famosa Tabela FIPE.

Para quem não sabe, a Tabela FIPE é uma espécie de guia atualizado mensalmente pelo Instituto e que é o resultado de uma pesquisa feita em 26 estados brasileiros diante do preço médio dos carros, motos e caminhões no mercado brasileiro. O resultado vem do corte dos maiores e dos menores valores e da obtenção de uma média nacional do preço de cada um dos automóveis, seja novo ou usado (desde 1985).

Compra e venda de automóveis por Tabela Fipe

E esse monte de valores, ainda que nem sempre precisos, acabam servindo muito bem para o consumidor em busca de um carro ou até daquele que procura vender seu automóvel. Um ponto de partida que permite que uma negociação seja iniciada e que, ainda, um valor dentro do justo seja colocado em pauta.

Um parâmetro inicial, mas que, ao redor dos anos, acabou ganhando uma série de discrepâncias naturais e que podem prejudicar uma previsão mais precisa. Principalmente diante da não municipalidade dos valores.

Seria impossível então olhar para a Tabela FIPE de modo infalível ao comparar valores de cidade em cidade, mesmo que em nada isso prejudique ou desvalorize o método e os resultados.
Diante de um “norte” a Tabela serve para que o consumidor (comprador ou vendedor) tenha por onde começar, mas não impede (e até motiva) que o interessado compare esses valores com aqueles que estão sendo praticados em sua cidade. Já que todos sabem que cada concessionária tem sempre seus prós e contras para conquistar mais um cliente.

Auto Informe

E esses pequenos desvios e incertezas, graças ao número enorme de informações e pesquisa, pelo menos, incitaram outras instituições a fazer um trabalho igualmente interessante, como a Auto Informe.
Mesmo muito mais jovem, a tabela da Auto Informe procura chegar a um cenário mais completo, levando em conta não só valores municipais (fora estaduais), como também informações como inflação, ágio (e deságio) das concessionárias e até gastos de manutenção do veículo. Uma série de informações que chega a conclusão senão mais precisa, pelo menos muito mais real.

Mas tudo isso também cria um valor volátil demais, o que impede que essa tabela seja usada como base para cálculos mais oficiais.

IPVA e Seguros

E talvez seja esse uso oficial em contratos financeiros, seguradoras e até impostos que façam com que a Tabela FIPE seja tão importante assim. Principalmente graças a robustez de seus números.

Ninguém nega ou vira a cara para a Tabela FIPE e a aceita sem pestanejar, o que facilita a relação entre empresa e cliente, quase sempre fincada na relação de confiança entre as duas partes. Principalmente em se falando de Seguradoras.

Qualquer carro, moto ou caminhão tem seu valor segurado diante dos números da Tabela, fazendo então com que, em caso de qualquer eventualidade (perda total, furto ou até uma base para porcentagem do valor total), o automóvel tenha sempre um valor ajustado e atualizado mês a mês. Melhor ainda, sem qualquer influência das empresas Seguradoras.

É normal então que o valor do veículo segurado seja então calculado a partir de “100% da Tabela FIPE” (expressão que é até usada dentro do ramo securitário). Assim como, dependendo do perfil escolhido, o segurado tenha até a possibilidade de garantir um valor de “110% da Tabela FIPE”, o que garante mais ainda qualquer discrepância regional ou por época (como descontos do IPI etc.).

Já quando o assunto é o Imposto sobre Propriedade do Veículo Automotivo (o famoso IPVA) a força da Tabela FIPE cai como uma luva, já que a precisão de seus números serve de ponto de partida para o pagamento de cada dono de carro, moto ou caminhão. Em poucas palavras o contribuinte calcula o quanto irá pagar mediante uma porcentagem do valor do carro na Tabela. Mas nem de longe são números que assustam, ainda que sejam diferentes de estado para estado.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro saem na frente com um valor de imposto que representa 4% do valor do carro na Tabela FIPE, os maiores do Brasil. Do outro lado, Paraíba, Sergipe, Santa Catarina, Espírito Santos, Tocantins e Acre sãos os que cobram menos, 2%.

Portanto, mais que um guia sobre preços de automóveis, a Tabela FIPE é um esforço real e preciso que ajuda o mercado de veículos a sobreviver de modo justo e facilitado para quem depende desses números no trabalho ou até na hora de realizar o sonho de comprar um carro novo.